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Endometriose: quais são os sintomas?

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Embora a endometriose, uma doença inflamatória crônica e progressiva, seja bastante recorrente entre as mulheres em idade reprodutiva – aproximadamente 1 em cada 10 mulheres, somente no Brasil –, infelizmente é comum o desconhecimento sobre seu funcionamento e sintomas.

A endometriose pode ser uma doença silenciosa e assintomática em cerca de 25% dos casos. Quando manifesta sintomas, contudo, são conhecidos por sua intensidade, especialmente aqueles relacionados à dor pélvica, que chega a ser incapacitante.

Os sintomas, no entanto, também são compartilhados com outras doenças estrogênio dependentes – como miomas uterinos, pólipos endometriais e adenomiose – trazendo mais um obstáculo para o diagnóstico preciso da endometriose.

Como sabemos, quanto mais cedo se identifica a endometriose – assim como acontece com a maior parte das doenças progressivas –, mais precoce poderá ser o tratamento e, consequentemente, maiores as chances de controlar os sintomas e diminuir os riscos de infertilidade.

Acompanhe a leitura do texto a seguir e compreenda melhor como identificar os principais sintomas da endometriose.

Boa leitura!

Quais são os sintomas da endometriose?

Por definição a endometriose é uma doença inflamatória crônica, em que surgem focos de endométrio ectópico (fora de seu local de origem), principalmente aderidos às diversas estruturas encontradas na cavidade pélvica.

O peritônio, tecido de preenchimento da cavidade pélvica, bem como outras estruturas incluindo ovários, tubas uterinas, bexiga e intestinos, além da vagina e reto, são os locais mais recorrentes para o aparecimento dos focos de endométrio ectópico.

A localização e a profundidade dos implantes endometrióticos são determinantes para a classificação da doença e estão diretamente ligados aos sintomas manifestados pela mulher com endometriose.

Vamos conhecê-los:

Dismenorreia

Dismenorreia é a menstruação dolorosa, que se manifesta principalmente em forma de cólicas menstruais.

Ainda que muitas mulheres sem qualquer diagnóstico sobre o sistema reprodutivo também possam apresentar cólicas durante o período menstrual, quando a dismenorreia está associada à endometriose esse sintoma é mais intenso do que o normal.

A menstruação dolorosa é uma das principais consequências da endometriose, está presente principalmente nos casos de endometriose infiltrativa profunda, quando os focos são mais profundos do que 5mm.

Dor pélvica crônica

Nos casos mais severos de endometriose – seja ela superficial peritoneal e com numerosos implantes rasos, ou infiltrativa profunda e com implantes maiores ou profundos – especialmente quando a mulher não busca tratamento precocemente, a dor pélvica pode tornar-se crônica.

Na dor pélvica crônica, a mulher pode sentir um incômodo doloroso contínuo, durante o período menstrual ou fora dele, com momentos de dor mais ou menos intensa .

A dor pélvica crônica é um resultado direto dos processos inflamatórios disparados pela ação do estrogênio no endométrio ectópico e, embora muitas mulheres com endometriose apresentem dor pélvica crônica, esse sintoma pode ser confundido com outras doenças como a DIP (doença inflamatória crônica).

Dispareunia de profundidade

Quando as relações sexuais com penetração são dolorosas chamamos esse sintoma de dispareunia de profundidade.

Muitas mulheres com endometriose apresentam dispareunia de profundidade e isso acontece principalmente nos casos de endometriose vaginal ou cervical, quando os focos endometrióticos estão próximos ao colo do útero ou canal vaginal, provocando um quadro de hipersensibilidade, típico dos processos inflamatórios.

Mesmo quando os implantes estão mais distantes desta região, dependendo da gravidade a hipersensibilidade pode ocorrer também à palpação e durante as relações sexuais, em forma de dispareunia de profundidade.

Alterações intestinais e urinárias

Normalmente as mulheres com endometriose que apresentam alterações intestinais e urinárias possuem implantes endometrióticos aderidos ao peritônio – e por isso em contato direto com esses órgãos – ou até mesmo infiltrados nas próprias estruturas mencionadas.

Nestes casos, os processos inflamatórios disparados pela endometriose podem também prejudicar a função intestinal – levando principalmente à constipação ou diarreia, além de dor e sangramento ao evacuar, durante o período menstrual – e também a função urinária, provocando especialmente disúria, urgência urinária e hematúria (sangue na urina).

A infertilidade é um sintoma bastante recorrente para as mulheres com endometriose. Conheça suas causas e consequências mais profundamente a seguir.

Endometriose sempre causa infertilidade feminina?

A infertilidade e a dor pélvica intensa são dois dos principais sintomas da endometriose, embora somente as manifestações álgicas se manifestem em todos os tipos de endometriose. A infertilidade pode ser observada especialmente nos casos em que os focos estão aderidos aos ovários, formando endometriomas, e na endometriose tubária.

Os endometriomas são cistos ovarianos avermelhados, compostos por endométrio ectópico e sangue, que crescem nos ovários. O desenvolvimento destes cistos pressiona o córtex ovariano, provocando anovulação e oferecendo riscos de danificar a reserva ovariana.

Como a reserva ovariana é limitada, isto é, a mulher não produz mais folículos ovarianos após o seu nascimento, os danos podem ser permanentes e gerar infertilidade grave.

Nos casos de endometriose tubária, mesmo implantes pequenos podem prejudicar a permeabilidade das tubas uterinas, ou seja, a capacidade dessas estruturas em conduzir o óvulo após a ovulação, de promover o encontro entre os gametas para a fecundação e até mesmo a saída do embrião para a implantação no endométrio.

Como são os tratamentos para endometriose?

A identificação da endometriose é feita por exames de imagem, especialmente a ultrassonografia pélvica transvaginal com preparo intestinal (específica para endometriose), capaz de mostrar a presença e a localização dos focos endometrióticos. A complementação diagnóstica pode ser feita por ressonância magnética.

O diagnóstico da endometriose é fundamental para definir a melhor abordagem terapêutica, que pode ser expectante, quando a mulher é assintomática e fértil, mas também medicamentosa e cirúrgica, dependendo da extensão da doença.

O controle dos sintomas dolorosos é auxiliado por anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e analgésicos, enquanto a medicação hormonal visa restabelecer o equilíbrio dos estrogênios e da progesterona. Esta abordagem é indicada principalmente para as mulheres que não desejam engravidar.

Em alguns casos a medicação não consegue controlar os sintomas dolorosos e a intervenção cirúrgica para a retirada dos focos endometrióticos – realizada por videolaparoscopia –, torna-se necessária.

Reprodução assistida

A reprodução assistida também é um recurso disponível para abordar a infertilidade causada pela endometriose, ainda que não tenha influência sobre os sintomas dolorosos, somente são controláveis por medicação ou intervenção cirúrgica.

As técnicas mais indicadas são a IA (inseminação artificial) e a FIV (fertilização in vitro), sendo a FIV uma indicação mais frequente, por ser mais complexa e abrangente.

Toque o link e leia mais sobre endometriose.

Postado por fiv em 23/maio/2021 - Sem Comentários

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