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FIV e cultivo embrionário: conheça os detalhes

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A fertilização in vitro (FIV) é a técnica mais avançada de reprodução assistida. Sua complexidade se deve à tecnologia e aos métodos de ponta que são utilizados em cada uma de suas 5 etapas:

  • Estimulação ovariana;
  • Aspiração folicular e coleta dos espermatozoides;
  • Fecundação;
  • Cultivo embrionário;
  • Transferência dos embriões para o útero.

Essas fases podem ainda ser complementadas por diversas outras técnicas com o objetivo de oferecer assistência individualizada para cada casal e melhorar o prognóstico reprodutivo.

O cultivo embrionário é uma das mais complexas e desafiadoras etapas do tratamento. Nos últimos anos, a técnica evoluiu de forma significativa, permitindo que as pacientes obtenham maiores taxas de sucesso, principalmente em casos mais difíceis. Quer entender melhor como funciona a FIV e o cultivo embrionário? Acompanhe o nosso post!

A fertilização in vitro

Simplificando, podemos dizer que a FIV consiste em 5 etapas, sendo que cada uma delas contém procedimentos que são realizados ao longo do tempo ou simultaneamente.

  • Estimulação ovariana: a paciente passa por uma terapia hormonal com o objetivo de hiperestimular o recrutamento de folículos. Nos ciclos menstruais normais, as mulheres liberam apenas um óvulo. Na FIV, precisamos coletar entre 10 e 20 óvulos. Para chegar a esses números, há o acompanhamento dos ovários pela ultrassonografia e a aspiração folicular é agendada cerca de 36 horas depois de o número desejado ter sido atingido;
  • Aspiração folicular e preparo seminal: a coleta dos óvulos de dentro dos folículos é feita por punção ovariana guiada por ultrassonografia, com uso de uma agulha bem delicada. Simultaneamente, o homem coleta o próprio sêmen, em um ambiente privativo;
  • Fecundação: a fecundação pode ser feita pela fertilização tradicional ou pela injeção intracitoplasmática do espermatozoide (ICSI). Se um embrião se formar, ele será cultivado;
  • Cultivo embrionário: em um meio de cultura especial, o embrião é acompanhado até o sexto dia de desenvolvimento. Como veremos, é uma etapa muito complexa;
  • Transferência embrionária: em um procedimento minimamente invasivo, o embrião é depositado na cavidade uterina, onde deverá se implantar no endométrio para que a gestação evolua.

O cultivo embrionário na FIV

Até alguns anos, o cultivo embrionário era feito por apenas 3 dias, o que reduzia as taxas de sucesso da FIV. Desde então, diversas pesquisas foram realizadas para o desenvolvimento de técnicas que permitissem um cultivo prolongado, e, atualmente, entendemos as vantagens dessa metodologia.

Após o sucesso da fecundação, temos um embrião de uma única célula, que se divide muito lentamente nos primeiros dias. A cada 12 a 14 horas, o número de células dobra. Com isso, em 3 dias, temos embriões com aproximadamente 8 células.

Isso impedia que determinadas técnicas modernas, como o hatching assistido e o teste genético pré-implantacional, fossem utilizadas com o mínimo de risco ao embrião. Hoje em dia, os embriões geralmente são transferidos no quinto dia, na fase de blastocisto, quando já apresentam centenas de células e têm maior capacidade de se implantar no endométrio.

No entanto, em alguns casos, podemos reduzir o tempo de cultivo de acordo com as necessidades de cada casal. Ou seja, é um tratamento cuidadosamente individualizado e personalizado para aumentar as chances de sucesso, sempre baseado em protocolos clínicos reconhecidos internacionalmente.

A cultura do embrião

Em laboratório, o embrião cresce dentro de um meio de cultura elaborado especificamente para a fertilização in vitro. O seu pH, seus nutrientes e sua osmolaridade (concentração de solutos) buscam simular o ambiente intrauterino.

O ambiente de armazenamento também é monitorado precisamente para manter as condições ideais de temperatura, de concentração de oxigênio e de outros gases. Também deve ser estéril para evitar a contaminação por microrganismos.

O monitoramento do embrião

Todos os dias, o embrião é monitorado por um profissional especializado, o embriologista, que avalia diversos parâmetros, como taxa de crescimento, número de células e sua morfologia.

A preparação para a transferência

No momento adequado, que pode ser no terceiro dia ou na fase de blastocisto, o embrião poderá ser implantado dentro da cavidade uterina. No entanto, ainda é preciso que aconteça mais um evento para que ele consiga se implantar no útero, a eclosão.

Afinal, o embrião fica envolto por células conhecida como zona pelúcida. Para que ele se implante no endométrio, é preciso que ela seja rompida. Na fertilidade natural, a camada é muito importante para evitar que o embrião se implante fora da cavidade uterina durante o seu trajeto.

Na fertilização in vitro, o embrião pode ser implantado com essa camada íntegra com a eclosão ocorrendo intraútero naturalmente devido ao crescimento do feto. No entanto, alguns embriões podem apresentar uma zona pelúcida mais espessa, dificultando o processo. Isso é mais comum quando os gametas femininos são mais velhos. A eclosão pode ser induzida (hatching assistido) com substâncias químicas ou com um feixe laser.

Além disso, em casais com alto risco de transmissão de doenças genéticas hereditárias graves ou com múltiplos ciclos malsucedidos, pode ser realizado o teste genético pré-implantacional (PGT). Algumas células dos embriões serão coletadas para análise laboratorial dos cromossomos. Dessa forma, são selecionados os embriões que apresentam maior viabilidade e maiores chances de desenvolvimento saudável.

Portanto, o cultivo embrionário é uma fase muito importante da fertilização in vitro e está em constante aprimoramento. A partir de intervenções complementares, os casais têm seu tratamento individualizado para aumentar as taxas de sucesso.

Quer saber mais sobre a fertilização in vitro, suas indicações e os detalhes de cada uma de suas fases? Confira este post sobre o tema!

Postado por fiv em 08/nov/2021 - Sem Comentários

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